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sábado, 19 de setembro de 2009

Sedição de Juazeiro (1914)

A Sedição de Juazeiro foi a resultante final de uma Assembléia em Fortaleza que iria reconhecer e dar posse de Presidente do Estado do Ceará ao coronel Marcos Franco Rabelo, um atuante militante do chamado Movimento de Salvação Nacional criado no governo do Presidente Hermes da Fonseca, em 1911.Os atritos, assassinatos e incêndios cometidos por populares que eram os mesmos incentivados por políticos, oficiais do Exercito, opositores do Comendador Acióli e ricos comerciantes de Fortaleza, terminou por alastra-se pelo sertão e em 1913, um grupo reduzido de Deputados Estaduais, chamados por dissidentes, reclamavam suas cadeiras de parlamentares, "assaltadas" pelo impedimento pelas armas de assumirem suas funções legais na Assembléia Legislativa do Estado. Os deputados dissidentes foram orientados pelo senador Pinheiro Machado e apoiado por uma ala do Exército liderada pelo Tenente-Coronel Thomaz Cavalcante e com o apoio incondicional do redator-chefe do jornal "O Unitário", o coronel João Brígido dos Santos.Os deputados instalaram uma nova Assembléia na cidade do Padre Cícero e elegeram o Dr. Floro Bartolomeu da Costa, médico e mentor político do Padre Cícero para ocupar a sua presidência e conseqüentemente o Governo do Ceará, gerando a dualidade de poderes. Um motivo para uma intervenção federal, já que o coronel Franco Rabelo administrava o Estado do Ceará de forma inconstitucional.Franco Rabelo ao tomar conhecimento da instalação da Assembléia de Juazeiro e conhecedor da sua eminente deposição, simplesmente manda assassinar o Padre Cícero e destruir a cidade de Juazeiro, como uma medida emergencial para impedir a formação da Assembléia Revolucionária de Juazeiro pelos deputados sediciosos, ali foragidos.Com a noticia de um provável ataque à cidade do Padre Cícero, os seus romeiros deslocaram-se de vários pontos do interior nordestino para a cidade sitiada para defenderem o Padre Cícero e a cidade dos romeiros.Os Romeiros-Combatentes derrotam os invasores e em seguida foram conduzidos de trem por oficiais do Exercito da legalidade até a periferia de Fortaleza para assim o Presidente Hermes poder oficialmente justificar e decretar legalmente a deposição de Rabelo. Hermes da Fonseca decretou a intervenção federal no Ceará, mediante acordo para que o novo governante fosse militar.

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