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sábado, 7 de novembro de 2009

João Figueiredo


João Figueiredo nasceu na capital do Rio de Janeiro, em 15 de janeiro de 1918. Filho de Euclides Figueiredo, estudou no Colégio Militar de Porto Alegre, na escola Militar de Realengo, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Armada, na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e na Escola Superior de Guerra.

Foi nomeado Secretário Geral do Conselho de Segurança Nacional durante o governo de Jânio Quadros e participou do movimento que originou o golpe militar de 1964, que depôs o presidente João Goulart.

Exerceu a chefia da agência do SNI (Serviço Nacional de Informações), no Rio de Janeiro (1964-1966), foi comandante da Força Pública de São Paulo (1966-1967), do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas - Dragões da Independência (1967-1969) e chefe do estado-maior do 3º Exército (1969).

Chefe do Gabinete Militar do governo Médici (1969-1974), tornou-se ministro-chefe do SNI durante a gestão de Geisel (1974-1979) e foi promovido a general-de-exército em 1977. No dia 15 de março de 1979, assumiu a presidência da República por meio de eleição indireta.

Em seu discurso de posse, João Figueiredo se propôs a continuar a abertura política iniciada por Geisel. Em virtude do aumento crescente da oposição civil, o processo de abertura política foi acelerado em 1979, com a Lei da Anistia e a restauração do pluripartidarismo.

Em 1981, a explosão de duas bombas no Riocentro, no Rio de Janeiro, durante a realização de um show comemorativo do Dia do Trabalho mostraram a oposição que existia dentro do próprio governo contra a abertura política. Houve revolta da opinião pública.

Em 1983, sob a liderança do PT, iniciou-se em São Paulo a campanha pelas eleições diretas para a presidência da República, que ficou conhecida como movimento "Diretas Já". Por pressão militar, porém, a emenda que permitiria as eleições diretas foi rejeitada pelo Congresso Nacional.

Desta forma, a eleição presidencial de 15 de janeiro de 1985 foi realizada de maneira indireta pelo Colégio Eleitoral. A vitória foi dos candidatos da Aliança Democrática (PMDB E PFL), com Tancredo Neves para presidente e José Sarney para vice, que derrotaram os candidatos governistas Paulo Maluf e Flávio Marcílio. Os candidatos da oposição venceram por 480 votos, de um total de 686. A eleição marcou a transição do poder militar para o poder civil.

Figueiredo faleceu no Rio de Janeiro, em 24 de dezembro de 1999 com insuficiências renal e cardíaca.

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