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sábado, 5 de dezembro de 2009

Regente Feijó

Diogo Antônio Feijó, conhecido como o Regente Feijó ou Padre Feijó, ordenou-se padre em 1809, exercendo o sacerdócio nas cidades de Parnaíba, Guaratinguetá e Campinas.

Foi professor de história, geografia e francês. Mais tarde, estabeleceu-se em Itu, onde exerceu seu primeiro cargo político como vereador.

Foi eleito deputado junto às Cortes Gerais e Extraordinárias de Lisboa (1821-22), participando do grupo brasileiro que se recusou a assinar a Constituição portuguesa. Por defender idéias separatistas, foi perseguido pela Coroa portuguesa e acabou refugiando-se na Inglaterra.

Retornou ao Brasil após da proclamação da Independência. Assumiu o cargo de deputado geral por São Paulo nas legislaturas de 1826-1829 e 1830-1833, havendo-se destacado por defender a abolição do celibato dos padres e por criticar duramente o governo de dom Pedro 1o.

Após a abdicação de Dom Pedro 1o, assumiu o Ministério da Justiça em 1831. Criou então a Guarda Nacional, subordinada ao seu Ministério. Defendeu a regulamentação do ensino primário, a colonização agrária por imigrantes (em substituição ao trabalho escravo) e mudanças no serviço alfandegário.

Em 1833 após a rejeição do Senado à proposta de destituir José Bonifácio da tutoria de Dom Pedro 2o, Feijó deixou o cargo.

Em 1833, foi nomeado senador pela província do Rio de Janeiro por Carta Imperial. Em 1835, foi eleito pela Assembléia Geral, Regente Único, com poderes de chefe-de-estado e de governo, exercidos em nome de Dom Pedro 2o. Mas pressionado pela oposição e pelas revoltas nas províncias, renunciou em 1837, regressando a São Paulo.

Em 1839 voltou a presidir o Senado. Mas ao final do ano, uma paralisia do lado esquerdo do corpo obrigou-o a permanecer em São Paulo para tratamento, tendo voltado ao Rio de Janeiro para assistir à coroação de D. Pedro 2o.

Participante da articulação da Revolução Liberal de 1842, foi preso em Sorocaba e levado para Vitória (ES). Libertado após poucos meses, apresentou sua defesa no Senado em 1843.

Faleceu em São Paulo, em novembro do mesmo ano, aos 59 anos, antes da promulgação da sentença no processo movido contra ele no Senado. O município do Estado de São Paulo, Regente Feijó, foi assim batizado em homenagem ao primeiro regente uno do Império. Seus restos mortais encontram-se na cripta da Sé de São Paulo.

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