sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Visconde de Tremembé

Nasceu em Tremembé, no dia 16 de dezembro de 1830, filho do comendador Francisco Alves Monteiro e de Teodora Joaquina de Moura. Foi proprietário de várias fazendas produtoras de café, a fazenda São José do Buquira, no atual município de Monteiro Lobato, herdada pelo neto, o escritor Monteiro Lobato. Em Taubaté, sua propriedade, conhecida como "Chácara do Visconde", tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, sedia o Museu Histórico e Pedagógico "Monteiro Lobato", ali nascido. Fundou em sociedade com seu irmão o Visconde de Mossoró (José Francisco Monteiro), uma casa bancária em Taubaté, denominada José Francisco Monteiro & Irmão, e foi sócio da firma comissária de café Miranda & Tremembé. Chefe do Partido Liberal em Taubaté, exerceu a vereança no quatriênio 1861-1865, sendo um dos construtores do Chafariz Municipal. Reelegendo-se, ocupou a presidência da Câmara no período de 1865-1869.

A 10 de agosto de 1867 apresentou à presidência da Câmara Municipal um projeto para a iluminação pública da cidade de Taubaté, tendo executado a obra. Participou ativamente da comissão encarregada de angariar dinheiro e recrutar voluntários para a Guerra do Paraguai, sendo agraciado pelo Imperador Dom Pedro II no dia 30 de maio de 1868, com o título de Barão de Tremembé. Foi um dos acionistas e colaborador na sociedade que construiu e explorou o Teatro São João, no antigo Largo da Princesa Imperial. Colaborou com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Taubaté, mantenedora do Hospital Santa Isabel, e participou ativamente da fundação do Instituto Taubateano de Agricultura, Artes e Ofícios, sendo membro do Conselho Diretor da Sociedade Protetora dessa instituição.

Cedeu uma de suas casas para o funcionamento do Ginásio Taubateano. Em 1878, hospedou em seu palacete os Imperadores Dom Pedro II e Theresa Cristina e os Condes D'Eu, quando de sua viagem à província de São Paulo. A Princesa Imperial Regente, Dona Isabel, o agraciou no dia 7 de maio de 1887, com o título de Visconde de Tremembé. Seu nome está ligado a importantes melhoramentos na cidade de Taubaté: fundador e diretor da Companhia de Gás e Óleos Minerais de Taubaté (1883), acionista da Companhia de Bondes a Vapor entre Taubaté e Tremembé, que transportava passageiros e o xisto betuminoso das minas de Tremembé para o gasômetro de Taubaté. Foi coronel da Guarda Nacional no município de Taubaté. Casou-se com Maria Belmira de França Monteiro, filha de José Belmiro de França e de Maria Joaquina Ferreira França. Não tendo filhos com a Viscondessa, legitimou três filhos nascidos em Taubaté, antes de seu casamento:
  • Dr. José Francisco Monteiro Júnior, casado com Adélia Monteiro.
  • Olympia Augusta Monteiro, casada com seu primo José Bento Monteiro Lobato, pais do escritor Monteiro Lobato.
  • Dr. Francisco Alves Monteiro Neto, falecido em Paris aos 23 anos de idade.
O Visconde de Tremembé foi deputado provincial na legislatura 1862-1863 e vice-presidente da província de São Paulo, entre 1833 e 1888. Foi um dos pioneiros na fundação e estabelecimento de colônias agrícolas em suas fazendas de Taubaté e Tremembé. Faleceu no dia 29 de março de 1911, estando sepultado na capela dos Monteiro, no Cemitério da Venerável Ordem Terceira Franciscana de Taubaté.

Um comentário:

  1. Venho aqui parabenizá-lo por esta postagem. Saiba que contribuiu muito para o enriquecimento de uma personagem que criei aos 16 anos de idade em uma redação de uma folha e meia para um trabalho de redação, e que hoje vem ser o protagonista de um livro cujo título é: O Caipora, editado pela Virtual Seven Sisten. É infanto-juvenil e nome da mesma é: Viscondinho de Tremembé. Um grande abraço e mais uma vez parabéns pelo primoroso trabalho.

    ResponderExcluir